24 julho 2011

What's inside her never dies

Ela chegou com um vozeirão, com uma dancinha desengonçada, com um visual totally 1950’s e com letras despreocupadas em disparar sentimentos de dentro pra fora com palavrões e tudo mais em forma de soul. Como não amar?! Não foi difícil viciar no Rehab de Amy Winehouse. E é muito triste ver um talento desse tamanho se esvair em pós, pedras e tragos. Tinha 27 anos, minha idade. Eu aqui com esse sentimento de tanta vida pela frente e ela se tornando imortal tão jovem. No final de tudo, os fãs já esperavam por isso. Não perdi a minha chance de assistir a um show dela na sua última turnê no Brasil. Lembro que pensei: “Não posso perder. Logo logo ela morre”. Não pensei que seria tão rápido. O que ela deixa? Pelo menos nesse meu coraçãozinho, o sentimento de se permitir ser livre. No balançar de braços ao cantar e nas letras das suas canções. No jeito de vestir inspirado nos anos 1950, no penteado do cabelo e maquiagem (tinha que ter muita personalidade para sustentar o penteado alto e o olho de gatinho exagerado). Este sentimento de liberdade, vai estar em mim sempre, mas acompanhado de um amor enorme pela vida – o que faltou a Amy. A sua única prisão acabou tomando a sua vida, mas a sua música e sua voz ficarão...


What's inside her never dies...

@marcinhapacheco
Fotos: Reprodução

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